“Quero dormir mas algo não deixa
Estou viciado nem sei em quê
Eu estou paranóico, e nem sei porquê
Estou num vazio, estou num buraco

Quero sair mas, não sei por onde
Não quero ficar, mas vou ficando
Vou arrastando toda esta angústia
Já não tenho forças

Gente de merda, que me estraga a cabeça
Morro de dia p`ra dia

Há tantas coisas que é só pra perder
E há outras tantas que é só pra esquecer

Não vou deixar ninguém arrastar-me
Já tenho forças”

X&P

Acabaram as aulinhas do meu curso! Oooohhhh! Lá se foram os intervalos com conversas parvas, as secas nas aulas e os dias passados no facebook a mandar bocas ao vizinho do lado.

Que vai ser de mim sem o dreamweaver, o photoshop, o flash e os códigos! Que vai ser de mim sem os erros consecutivos dos programas e a perda de trabalho não gravado!?

Que vai ser de mim?!

Hoje comecei o estágio e os ditos cujos (programas) vão fazer-me companhia durante cerca de dois meses. A proposta de trabalho é criar dois sites de raíz para dois empreendimentos bastante diferentes. Hoje apenas começamos com os rascunhos e já temos consciência das dores de cabeça que vamos ter…

Quanto ao resultado destes dois meses e meio de curso (mais um mês de férias), foi um projecto final. Vou deixar aqui um link do tamanho da qualidade do trabalho. Dada a minha má relação com tudo que meta mais de três comandos, posso considerar este trabalho… vá, fraquinho.

antonio_sergio

Tomei atenção ao nome deste senhor ao lê-lo algures numa biografia dos Xutos. A voz, já eu ouvia há anos nas ondas da rádio. Com o passar do tempo e há medida que a minha curiosidade pela rádio e pela música aumentavam, o nome de António Sérgio tornou-se referência. Foi um daqueles senhores que aprendi a admirar e a respeitar ao ouvir discursos de outros que por cá andavam muito antes de eu nascer. Fez percurso na rádio com inúmeros programas de autor (Rotação, Som da Frente, A Hora do Lobo são apenas alguns deles), passou pela Sic como locutor… Resumindo António Sérgio é uma voz que marca gerações e mesmo hoje quando a voz se calou, resta a certeza de que a memória não será curta.

António Sérgio faleceu hoje aos 59 anos.

Hoje não quero verniz vermelho.

Só este ponto de luz.

 

Depois desta tão contestada:

 
A Bíblia é um manual de maus costumes, catálogo de crueldade e do pior da natureza humana – José Saramago.

 

Não será que esta conseguiu ser pior?

 
Há uns anos ameaçou renunciar  à cidadania portuguesa. Pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize… E depressa! Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?” – Mário David, Eurodeputado social-democrata

 

Continuamos a ser o país dos três “F”: Fátima, Futebol e Família. Aos quais eu adiciono o quarto: Farsa.

Por que motivo nos sentimos no direito de falar mal dos muçulmanos e da forma como eles interpretam o Corão, se na nossa casa não aceitamos opiniões contrárias à nossa?

É a polémica ao jeito dos amantes dos bons costumes e das aparências políticamente correctas. Haja sempre alguém com força para atirar a pedrada no charco.

Andamos mortos, com a alma morta, dias e dias. A rotina, o trabalho forçado absorvem-nos numa névoa de futuro incerto da qual queremos sair. Nada bate certo. Até as horas, parecem demorar séculos a passar.

Um dia acordamos da inércia, as sensações adormecidas obrigam-nos a mexer. A mexer nos baús de memórias e sentimentos. Acordas, mas com medo do que virá. Sentes-te incapaz. Era tão bom quando só ias. Agora queres mudar o trajecto e para teres o que desejas tens que fazer alguma coisa. Alguma coisa por ti.

Querer é poder, mas nem sempre basta querer para se ter. É preciso agir. Sair do conforto do “deixa andar”. Vestir a confiança bem colada ao corpo e traçar o objectivo.

Se há destino e quem espera sempre alcança, haverás de conseguir. Se abusas do conforto, podes não acordar a tempo de agir.

Em modo de construir a sorte…

Fui votar. O vencedor deverá ser o mesmo desde há 35 anos. A diferença é que esta será, obrigatoriamente, a última candidatura, já que se limitou a 3 o número de mandatos consecutivos de um presidente.

Até que ponto o controlo de mandatos é uma medida democrática? Não se estará a interferir no poder de decisão dos cidadãos? Por outro lado, não será esta a única forma de quebrar ciclos de votações que poderão estar viciados?

A resposta é difícil, mas na minha opinião a decisão deverá sempre estar na força do voto. Se não houver repressão, a escolha dos eleitores deve ser soberana, doa a quem doer.

A minha proposta musical para o dia de votação autárquica são os Virgem Suta uma grande “revelação” da música portuguesa. Revelação  entre aspas já que estes persistentes senhores já andam nestas andaças há quase uma década. E nós agradecemos pelo facto de não terem desistido e apresentarem agora o seu primeiro álbum.

Seja com ou sem música, vão votar vale sempre a pena.

 

nobelA notícia – surpreendente a meu ver - surgiu ontem (sexta-feira) ao final da manhã. Barack Obama presidente dos EUA, eleito há 9 meses, venceu o Nobel da Paz deste ano.

Esta condecoração leva-me a questionar se o Mundo está assim tão pobre de boa gente… É certo que Mister Obama foi, desde há muitas décadas, o único político que conseguiu galvanizar multidões pelo Mundo fora em torno de uma mensagem de paz. No entanto, em 9 meses pouco se viu. O Super Obama mostra-se um homem normal e com limites. E a contestação já se ouve em nichos da população… mundial.

Esperamos demasiado de um homem que, apesar das boas intenções, teve e tem que se confrontar com vários obstáculos. Barack Obama - assim como eu e muitos de vós- aprendeu que não basta querer para se ter… Há sempre um abutre ou um velho do Restelo a dificultar a viagem.

São estas as razões que me levam a pensar que o prémio Nobel que lhe atribuíram foi demasiadamente rápido e inesperado. Normalmente, peca-se pelo excesso de condecorações tardias, neste caso a precocidade do acto é inegável.

Será que não há nenhum(a) voluntário(a), padre ou freira, médico(a) do mundo… que mereça mais esta homenagem que o recente presidente dos EUA? Estamos assim tão mal? A crise chegou às ONG’s deste mundo?

Se tivessem esperado o momento certo, esta nomeação seria de aplaudir, sendo assim põe em causa os critérios de selecção da fundação sueca.

Dez anos após a morte de Amália muitas foram as homenagens feitas à voz do Fado. Reconhecida em todo o Mundo pela sua “estranha forma de vida”, a fadista apresentou e representou Portugal em dezenas de países.

Eternamente presente  na cultura portuguesa, Amália deixa saudades a todos os que acompanharam a sua carreira e, inexplicavelmente, continua  a marcar aqueles que só a conhecem através dos cd’s e das imagens transmitidas na RTP Memória.

Há pouco tempo percebi a poderosa e eterna dimensão da fadista. Numa sessão de fados a minha sobrinha, com apenas 6 anos, já farta de ouvir um senhor a cantar pergunta-me: “Quando é que a Amália vai entrar?”.

Amália é sinónimo de fado, uma canção que se personificou no corpo de uma mulher do povo.

Little AnneDando continuidade ao faz-de-conta que têm sido os meus últimos meses, hoje fui socorrista.

Aprendi a teoria e depois pratiquei com a Little Anne que  não se queixou do meu ainda atrapalhado Suporte Básico de Vida.

(Até tenho o pulso dorido de tanto exercício de compressão torácica).

Nunca se sabe quando e onde a nossa ajuda pode salvar uma vida, por isso a preparação é fundamental. Defendo que o Suporte Básico de Vida devia ser ensinado nas escolas, mas, infelizmente, Portugal ainda está  a anos luz das medidas que alguns países europeus adoptam na área do socorrismo. Por isso, procurei informação e com um simples curso estarei apta para intervir rápida e conscintemente quando for necessário. Espero não ter que pôr em prática tão cedo os conhecimentos adquiridos, como é óbvio por mais treino que se tenha a situação real apresenta-se com condicionantes bem mais duras e difíceis de gerir.

De qualquer modo, aqui estou eu a aproveitar as “férias” forçadas para adquirir formação noutras áreas. Desta feita com a “minha” Little Anne. Para a semana há mais…

De Vila do Conde a Lisboa foram 4 horas e meia de viagem, mas valeu muito a pena!

O concerto dos Xutos & Pontapés foi maravilhoso. É claro que sou suspeita para falar sobre este assunto, já que assumo a minha paixão incondicional pela banda, mas como amante de bons concertos não posso negar que o dia de ontem foi especial.

O recinto abriu por volta das 16h30, e já nessa altura eram muitas as pessoas que aguardavam a hora de entrada. 

Após meia hora de concerto dos Pontos Negros (19h30), seguida de uma hora de Tara Perdida (20h30) o Restelo estava ao rubro à espera dos protagonistas da noite. Finalmente, às 22h30 e com meia hora de atraso, devido às centenas de pessoas que aguardavam para entrar no recinto, os Xutos apresentaram-se. Numa entrada acompanhada em directo pelos espectadores, a banda chegou de carro ao estádio e atravessou a pé uma multidão de 40 mil pessoas.

Num palco grandioso - nada habitual para os espectadores de concertos de bandas portuguesas - seguiram-se 3 horas de muita música. Letras cantadas em uníssono por uma multidão de pessoas das mais variadas idades.

A comemoração dos 30 anos dos Xutos e o regresso ao Restelo, 20 anos após o célebre concerto de 88, será com certeza difícil de esquecer para todos os que estiveram presentes.

Agora, aguardo a saída do DVD do concerto. É uma recordação imprecindível na minha colecção.

Abaixo, algumas fotos do dia de ontem. Esqueçam as aulas de fotografia e perdoem a fraca qualidade das imagens…

 

Restelo_final tour

 Restelo

Restelo_palco

Restelo_Pontos

Restelo

Restelo_Xutos

Chegou o grande dia! Vou embarcar daqui a nada no autocarro nº 10 que me levará rumo à Capital.

O Restelo espera-me. Amanhã concerto dos Xutos.

Fim-de-semana na capital. Eu, um lenço e um mp3.

Domingo volto mais cedo, propositadamente a tempo de votar.

Quando o copo se enche e a água que controlavamos acaba por derramar. Quando se sopra tanto um balão que ele acaba por explodir. Quando a seta nos acerta bem ali, no centro do coração e do cérebro também. Quando os sentimentos são tantos e tão fortes que já nem as palavras conseguimos controlar…

Eu estava assim e explodi. A determinação tomou conta de mim. Foi outro eu. Não a pessoa tímida e insegura, foi outra. Eu fiz a pergunta.

 

Eu fiz a pergunta! (e agora preciso de uma carapaça para me esconder)

“Para comemorar os 30 anos de carreira dos Xutos & Pontapés, o DN e o Jn em parceria com a Universal Music vão lançar a colecção que toda a gente vai querer: 11Cd’s de originais, com oferta de uma caixa arquivadora e um booklet com fotos e todas as letras da maior banda portuguesa.

A partir de 26 de Setembro, aos sábados com o DN e o JN por apenas + €4,95.”

 

Xutos_colecção

Foto: Casino de Lisboa

Foto: Casino de Lisboa

Um palco, três cadeiras, três mulheres, um tema: A vagina.

Os Monólogos da Vagina apresentaram-se ontem no Casino da Póvoa, perante uma sala repleta. Inicialmente com apenas duas datas marcadas (18 e 19 de Setembro), a forte adesão do público pressionou o regresso da peça a 30 de Outubro.

Guida Maria, São José Correia e Ana Brito e Cunha sobem ao palco para falar de vaginas, da  relação das mulheres com a sua vagina e da relação dos homens com as vaginas delas. Personificam o testemunho de várias entrevistadas sobre o tema. Desde mulheres comuns – empresárias, professoras, mulheres novas ou mais velhas - a mulheres mutiladas, violadas e maltratadas pela guerra. No geral, todas acabam por revelar que falar da vagina não é algo que seja fácil, é um mistério até para elas falar de “lá de baixo”.

Vale a pena ver ou rever esta peça que foi apresentada pela primeira vez em Portugal em 2000 por Guida Maria e volta agora aos palcos.

Os Monólogos da Vagina foram escritos por Eve Ensler em 1996, tem sido apresentada em mais de 119 países e traduzida em mais de 45 línguas.

Recomendo vivamente a mulheres e a homens, é hora e meia recheada de muitas histórias hilariantes e outras bastante comoventes.

Hoje foi dia de tirar fotos no curso. Deixo aqui algumas. Ainda não foram avaliadas pelo “superior formador”, mas cá estão.

As fotos de uma iniciante:

 

A campanha anda na rua

Nas linhas das mãos

Na lida das redes

A chamada perspectiva

Outra dimensão

*fotos da minha autoria

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