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O “Não Sei Quantas Almas Tenho” faz hoje um ano.
Agradeço a todos aqueles que durante este tempo vieram visitar os meus pensamentos.
“Enquanto houver tempo para andar a gente vai continuar”
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-frio e chuvoso
-envelheço a cada dia 24
-Carnaval, a mais deprimente das festividades
-Dia dos namorados, o mais hipócrita dos dias
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Faleceu Rosa Lobato de Faria.
A actriz não resistiu à anemia grave que a levou a estar internada durante a última semana.
Rosa Lobato de Faria foi uma reconhecida actriz, compositora e escritora.
Mais uma perda incontornável para a cultura portuguesa.
Fica a memória e a obra.
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Era uma vez uma família de peixinhos que vivia harmoniosamente no seu coral.
Tudo corria bem até ao dia em que um velho e mafioso peixe quis roubar parte daquele coral. Esse peixe inventou mentiras e movimentou conhecimentos. Ele precisava daquele lugar para erguer o seu empreendimento do mal! Os peixinhos, apesar de assustados, estavam conscientes dos seus direitos e pediram ajuda à Lula, perita naquele género de conflitos.
Passado muito, muito tempo e após várias discussões infrutíferas, os tubarões foram chamados para dar o seu veredicto. Eles conversaram, analisaram tudo ao pormenor e decidiram que o peixe mafioso teria que ser castigado. A sua mania de menosprezar os peixes mais pequenos, de obter conquistas através de falcatruas ou gestão de influências seria punida.
Moral da história: Há barreiras para a maldade. Até os que se acham mais espertos acabam um dia por ser encostados à parede.
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“Estou farta desta merda!”
Estas podiam muito bem ser as palavras de ordem do novo filme de António Pedro Vasconcelos. “A Bela e o Paparazzo” é uma história romântica, divertida e recheada de excelentes participações.
Marco d’ Almeida, Soraia Chaves, Nuno Markl, Pedro Laginha, Nicolau Breyner, Virgílio Castelo, Maria João Luís e Ivo Canelas são alguns dos intervenientes deste filme que chega amanhã às salas de cinema.
Eu já vi e aprovo. Vale bem a pena esta história de amor em português.
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Apresento-vos o Lontrinhas.
O Lontrinhas é um pequeno mealheiro que, por um 1€, resgatei da prateleira de uma loja dos 300. É um pequeno ser de lata que espera o apoio de uma alma poupada. Comprometi-me a tomar conta dele neste início do ano. Vou ter que o proteger e alimentar. O objectivo é que ele sobreviva até ao final do ano, fique forte e com excesso de peso.
Vou pensar nele sempre que o consumismo bater à porta.
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Acção, humor, trama, deduções lógicas… mas nada de verdadeiramente surpreendente. Com as devidas diferenças e a minha falta de conhecimento cinematográfico, recordou-me o Ilusionista.
Vale sem dúvida pelo Robert Downey Jr.
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Generosamente, desloquei-me a uma acção que o Instituto Português do Sangue levou a cabo cá na zona. Inscrevi-me, mas não passei da fase de inquérito.
“Recorreu a algum tratamento dentário ou extraiu dentes nos últimos 7 dias?” – Resposta: SIM.
Resultado: Pode virar costas e voltar em melhor altura.
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Termino aqui – espero eu – a primeira etapa do meu diário odontológico.
Como imaginava a crise abala até as mais seguras e promissoras economias. E é isso que (GRAÇAS A DEUS) está a acontecer com o meu grande inchaço. Ainda está cá, bem visível, mas já me permite abrir a boca o suficiente para analisar o caus que se abateu lá atrás, nos dois últimos patamares da minha boca. A partir daqui é sempre a descer! Até o dia em que decidir retirar os outros dois.
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Se ontem a dores de cabeça e de maxilar atormentaram parte da minha tarde, no final do dia outro sintoma decidiu “dar à cara”: inchaço.
Era um pequeno/médio inchaço que apesar de ligeiramente visível não me incomodava assim tanto. Lá peguei no gelo e colei-o ao rosto, na esperança que trouxesse o edema de arrasto.
Mas como na economia o objectivo é o crescimento, hoje, de pequeno/médio o meu inchaço passou a uma grande bochecha que me impede de olhar ao espelho sem dizer “CRUZES, O QUE É ISTO!?”.
Só espero que durante as próximas horas, a crise chegue à vala que se criou nos dois últimos patamares da minha boca, permitindo assim que eu não acorde com uma multinacional de sucesso na bochecha direita.
(e ainda faltam mais 2…)
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Devolvam-me os dentes do siso que eu troco pela dor de cabeça e de maxilar.
E ainda faltam mais 2…
Sabem aquela admiração por alguém que nasce e vocês não sabem bem porquê?
Talvez fosse caso de dizer que é um produto da televisão, um produto do respeito de outros, mas creio que não…
Os olhos são o espelho da alma, mas as mãos, a voz e o sorriso também. Neles conseguimos perceber a essência de alguém. E ao vê-la tão perto, tão ali na berma do palco, o fascínio só pode aumentar.
No ano em que o meu pensamento mágico pode ter o poder de virar a minha página, bati palmas à Eunice Muñoz.

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Enquanto uns gastam os últimos tostões nos saldos, reclamam porque chove ou porque está frio, torcem o nariz à comida que está no prato, zangam-se porque não lhes deram os parabéns, queixam-se do trabalho e do patrão, dizem mal do país, desvalorizam as pequenas coisas, os pequenos momentos… Enquanto tudo isto acontece por cá e noutros sítios também, lá, no outro lado do Atlântico, 3 milhões de pessoas erguem-se dos escombros.
A Natureza tem destas coisas, destrói em segundos o que os homens demoram anos a construir. Uns sofrem muito mais com estas catástrofes, mas a verdade é que estoicamente reconstroem as suas vidas e saram as feridas. Mas por cá, no pequeno país à beira mar plantado – abençoado pelos deuses, dizem muitos – milhões de pessoas vivem absorvidas nos seus “problemas” sem darem valor ao tanto que têm. E se de repente o tecto nos caísse em cima e perdessemos o que de mais valioso temos na vida?
“É bom que se veja, só assim aqueles que passam a vida a queixar-se vêem que há muita gente em pior situação”
São 31 anos de pó de estrada, de músicas e de concertos aqui e lá longe.
Obrigada a eles que sem saberem mudaram a minha vida. Obrigada pela garra, pelo abanão de consciência, por todos os concertos, desde o primeiro até ao último. Obrigada por continuarem a fazer música e a renovarem-se a cada actuação.
Parabéns Xutos & Pontapés, quero-vos na estrada em 2010.
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Viagem de metro. Dezenas de pessoas entram e saem enquanto eu estou imóvel num banco qualquer. Lá estão elas sentadas à minha frente, outras estão de pé. Olham-se disfarçadamente. Reparam em todos os pormenores: na roupa, no cabelo, no telemóvel. Reparam no velhote que dorme encostado ao vidro, riem-se da senhora que fala a alto som ao telemóvel, desconfiam do trabalhador empoeirado que entra apressado…
Quem são, o que pensam, de onde vêm e para onde vão? Qual a opinião delas sobre o aquecimento global, sobre a taxa de desemprego, sobre o défice nacional, sobre a novela da noite, sobre a última saída dos Ídolos ou sobre as novas bandas nacionais?
É nisto que penso quando me esqueço do mp3 e tenho uma viagem de metro pela frente.
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A ver os Morangos com Açúcar e a ser descabelada por uma pirralha com a mania que quer ser cabeleireira. Bela figura a minha com mais de 10 rolos no cabelo e rodeada de toda a espécie de materiais de cabeleireiro.
A cada puxão da escova eu só berrava “INÊS” e ela lá dizia: “Oh Elsa, tu tens o cabelo um bocadinho enroscado” (como se eu já não tivesse dado conta!). No final de cada experiência surgia o comentário: “Pareces uma bruxa… Mas vais ficar bem”.
Final da história fiquei sem umas dezenas de cabelos, mais uma valente dor de cabeça… tudo isto para me olhar ao espelho e ver um penteado à base de nós no cabelo.

